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Risco fiscal é o que mais pesa sobre as projeções de inflação em Moçambique – África – Correio da Manhã

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Risco fiscal é o que mais pesa sobre as projeções de inflação em Moçambique - África - Correio da Manhã

O risco fiscal é o que mais pesa sobre as projeções de inflação em Moçambique, devido às eleições deste ano e à imprevisibilidade dos apoios pós-ciclones, anunciou esta quarta-feira em comunicado o Comité de Política Monetária (CPMO) do banco central. “A nível interno, destaca-se o risco fiscal, em face do prolongamento das incertezas, não só quanto ao financiamento dos processos políticos em curso, como também em relação à tempestividade dos desembolsos externos necessários” após os ciclones, refere o Banco de Moçambique. O ciclone Idai atingiu o centro de Moçambique em março e provocou 603 mortos, enquanto que o ciclone Kenneth, que se abateu sobre o norte do país em abril, matou 45 pessoas. Os apoios externos são precisos “para a mitigação dos danos e reconstrução das zonas afetadas pelos recentes desastres naturais, num cenário de potencial perda de receita pública por efeito desses mesmos desastres”. Isto acontece num ano com eleições gerais – presidenciais e legislativas – marcadas para 15 de outubro. Por outro lado, os indicadores apontam para um “refreamento do crescimento económico no segundo trimestre de 2019”, apesar de, a médio prazo, prevalecer a expectativa de recuperação do Produto Interno Bruto, “estimulada sobretudo pelas atividades de reconstrução pós-desastres naturais e pelo impulso decorrente da materialização dos projetos de gás natural”. O crédito à economia “continua a recuperar, mas de forma lenta”, com uma expansão mensal de 0,7% e anual de 1,0% em abril. Neste cenário, o Estado financia-se no mercado doméstico e a dívida pública interna aumentou desde a última reunião do CPMO, passando o saldo para 131.547 milhões de meticais (cerca de 1.900 milhões de euros). O metical (moeda moçambicana) registou ganhos nominais (ganhou cerca de três dólares em mês e meio) e as reservas internacionais cresceram 86 milhões de dólares para 3.133 milhões, “valor que permite cobrir aproximadamente seis meses de importação de bens e serviços”. Continuar a ler