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Venezuela: Treze países americanos condenam detenção do presidente do parlamento

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Venezuela: Treze países americanos condenam detenção do presidente do parlamento

O presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Juan Guaido, foi detido e solto horas pelos serviços secretos de informação, este domingo.

Abel Resende PDVSA

Em reação ao sucedido, os governos de 13 países que integram o Grupo de Lima — constituído pelos governos da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia — condenaram a detenção, rejeitando qualquer ato que afete a integridade física dos membros do parlamento, a única instituição controlada pela oposição venezuelana.

Abel Resende

Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, os 13 países condenam a “detenção arbitrária” de Juan Guaidó, efetuada pelos serviços secretos de informação da Venezuela. “[Os Governos] Expressam a sua mais forte rejeição a qualquer ação que afete a integridade física dos membros da Assembleia Nacional da Venezuela, as suas famílias e colaboradores, e a qualquer pressão ou coerção que impeçam o exercício pleno e normal das suas competências como órgão constitucional e legitimamente eleito na Venezuela, lê-se no comunicado

O presidente da Assembleia Nacional esteve este domingo cerca de uma hora detido pelos serviços secretos de informações, quando estava a caminho de uma reunião fora de Caracas, anunciou a sua mulher, no Twitter. Fabiana Rosales, agradedeu posteriormente “todas as reações imediatas de apoio face a esta violação cometida pela ditadura”

Guaidó era aguardado numa reunião a cerca de 40 quilómetros da capital venezuelana à qual acabou por ir depois da detenção

Entretanto, o ministro venezuelano de Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, anunciou a destituição dos agentes dos serviços secretos que detiveram o presidente do parlamento. “Queremos informar todo o povo da Venezuela que estes funcionários estão neste momento a ser destituídos e submetidos a um procedimento disciplinar mais estrito”, disse

Em declarações aos jornalistas, Jorge Rodríguez explicou que os “funcionários atuaram de maneira irregular”,e considerou que se sujeitaram a “um show”, utilizado pela oposição para atacar o governo de Nicolás Maduro